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segunda-feira, 18 de março de 2013

Oportunidades (velhas)

Afinal o nosso país é uma terra de oportunidades e nós, burros à quinta casa, não percebemos isso!
Quando o desemprego começou a ganhar expressão, o nosso Primeiro teve o cuidado de acalmar os espíritos mais inquietos e dizer: vejam lá que isto é uma boa oportunidade para mudar de ramo, de vida, de terra...

Agora volta a repetir

Função Pública

Passos: "Rescisões devem ser vistas como uma oportunidade"


Estou em crer que o Primeiro também quer que lhe deem a oportunidade de... deixar de sê-lo.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Só pérolas...







Depois dos "troikanos encantados", temos agora este "Ulrico" para quem o mundo só deve ter dois patamares: os sem-abrigo e os "ulricos". Estes têm a massa, se não têm desviam de um qualquer lado, põem e dispõem da economia dos paises, vivem sem limites ou cortes, têm reformas quase à saída da universidade. O resto do maralhal é sem-abrigo: não têm nada de seu, ou se já tiveram perderam, todo o seu contributo é para alimentar e manter a vida desses príncipes e são especialistas em aguentar, de preferência de bico calado.
Aguenta, Zé! Eles decretam que tu podes aguentar e tu... calas-te que nem um rato e entregas-lhes de mão beijada a razão que eles não têm!!!
Continua assim, Zé, que qualquer dia nem as pedras da calçada tens para te deitares...

 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

quarta-feira, 6 de junho de 2012

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Direitos e Tortos

Há largos anos atrás, um tipo visionário escreveu uma espécie de fábula a que deu o nome de "Animal Farm" (animais da quinta, quinta dos animais, quinta das celebridades...). A brilhante conclusão da história resumia que : TODOS OS ANIMAIS SÃO IGUAIS, MAS UNS SÃO MAIS IGUAIS DO QUE OUTROS!
E não é que o homem estava cheio de razão?Exemplos por esse mundo fora são às dezenas, centenas, milhares.
Por cá sempre houve e na mesma progressão, mas se calhar mais escondidos.
Agora, nestes tempos graves, em que nos saem coelhos da cartola e dos mais variados buracos, a pouca vergonha espalhou-se pelo corpo todo e já não se esconde.





"Directores da PSP aumentaram em segredo o seu salário"




"Mexia não vai cortar subsídios de férias e Natal na EDP "


"Banco de Portugal pode escapar a cortes da Função Pública"

sábado, 27 de novembro de 2010

Também a mim...

Devem-me dinheiro

José Sócrates em 2001 prometeu que não ia aumentar os impostos. E aumentou. Deve-me dinheiro. António Mexia da EDP comprou uma sinecura para Manuel Pinho em Nova Iorque. Deve-me o dinheiro da sinecura de Pinho. E dos três milhões de bónus que recebeu. E da taxa da RTP na conta da luz. Deve-me a mim e a Francisco C. que perdeu este mês um dos quatro empregos de uma loja de ferragens na Ajuda onde eu ia e que fechou. E perderam-se quatro empregos. Por causa dos bónus de Mexia. E da sinecura de Pinho. E das taxas da RTP. Aníbal Cavaco Silva e a família devem-me dinheiro. Pelas acções da SLN que tiveram um lucro pago pelo BPN de 147,5 %. Num ano. Manuel Dias Loureiro deve-me dinheiro. Porque comprou por milhões coisas que desapareceram na SLN e o BPN pagou depois. E eu pago pelo BPN agora. Logo, eu pago as compras de Dias Loureiro. E pago pelos 147,5 das acções dos Silva. Cavaco Silva deve-me muito dinheiro. Por ter acabado com a minha frota pesqueira em Peniche e Sesimbra e Lagos e Tavira e Viana do Castelo. Antes, à noite, viam-se milhares de luzes de traineiras. Agora, no escuro, eu como a Pescanova que chega de Vigo. Por isso Cavaco deve-me mais robalos do que Godinho alguma vez deu a Vara. Deve-me por ter vendido a ponte que Salazar me deixou e que eu agora pago à Mota Engil.
António Guterres deve-me dinheiro porque vendeu a EDP. E agora a EDP compra cursos em Nova Iorque para Manuel Pinho. E cobra a electricidade mais cara da Europa. Porque inclui a taxa da RTP para os ordenados e bónus da RTP. E para o bónus de Mexia. A PT deve-me dinheiro. Porque não paga impostos sobre tudo o que ganha. E eu pago. Eu e a D. Isabel que vive na Cova da Moura e limpa três escritórios pelo mínimo dos ordenados. E paga Impostos sobre tudo o que ganha. E ficou sem abonos de família. E a PT não paga os impostos que deve e tenta comprar a estação de TV que diz mal do Primeiro-ministro. Rui Pedro Soares da PT deve-me o dinheiro que usou para pagar a Figo o ménage com Sócrates nas eleições. E o que gastou a comprar a TVI. Mário Lino deve-me pelos lixos e robalos de Godinho. E pelo que pagou pelos estudos de aeroportos onde não se vai voar. E de comboios em que não se vai andar. E pelas pontes que projectou e que nunca ligarão nada. Teixeira dos Santos deve-me dinheiro porque em 2008 me disse que as contas do Estado estavam sãs. E estavam doentes. Muito. E não há cura para as contas deste Estado. Os jornalistas que têm casas da Câmara devem-me o dinheiro das rendas. E os arquitectos também. E os médicos e todos aqueles que deviam pagar rendas e prestações e vivem em casas da Câmara, devem-me dinheiro. Os que construíram dez estádios de futebol devem-me o custo de dez estádios de futebol. Os que não trabalham porque não querem e recebem subsídios porque querem, devem-me dinheiro. Devem-me tanto como os que não pagam renda de casa e deviam pagar. Jornalistas, médicos, economistas, advogados e arquitectos deviam ter vergonha na cara e pagar rendas de casa. Porque o resto do país paga. E eles não pagam. E não têm vergonha de me dever dinheiro. Nem eles nem Pedro Silva Pereira que deve dinheiro à natureza pela alteração da Zona de Protecção Especial de Alcochete. Porque o Freeport foi feito à custa de robalos e matou flamingos. E agora para pagar o que devem aos flamingos e ao país vão vendendo Portugal aos chineses. Mas eles não nos dão robalos suficientes apesar de nos termos esquecido de Tien Amen e da Birmânia e do Prémio Nobel e do Google censurado. Apesar de censurarmos, também, a manifestação da Amnistia, não nos dão robalos. Ensinam-nos a pescar dando-nos dinheiro a conta gotas para ir a uma loja chinesa comprar canas de pesca e isco de plástico e tentar a sorte com tainhas. À borda do Tejo. Mas pesca-se pouca tainha porque o Tejo vem sujo. De Alcochete. Por isso devem-me dinheiro. A mim e aos 600 mil que ficaram desempregados e aos 600 mil que ainda vão ficar sem trabalho. E à D. Isabel que vai a esta hora da noite ou do dia na limpeza de mais um escritório. Normalmente limpa três. E duas vezes por semana vai ao Banco Alimentar. E se está perto vai a um refeitório das Misericórdias. À Sexta come muito. Porque Sábado e Domingo estão fechados. E quando está doente vai para o centro de saúde às 4 da manhã. E limpa menos um escritório. E nessa altura ganha menos que o ordenado mínimo. Por isso devem-nos muito dinheiro. E não adianta contratar o Cobrador do Fraque. Eles não têm vergonha nenhuma. Vai ser preciso mais para pagarem. Muito mais. Já.

Mário Crespo,Penthouse, Novembro de 2010

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Os Lusíadas, actualização


As armas e os aldrabões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana,
Por mentiras e aldrabices nunca dantes navegados
Passaram ainda além da decência humana.
Em perigos, pobrezas e impostos esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente politicamente remota edificaram
Novo Reino de corruptos que tanto sublimaram;

2.E também as memórias gloriosas
Daquele Povo que foram dilatando
A Fé, da pátria, dilacerada.
De Norte a Sul andaram devastando,
E aqueles que por obras valorosas
Se vão da lei socratiana libertando,
Cantando espalharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

retirado da net, de autor desconhecido

domingo, 13 de junho de 2010

Mentiras e tão só...

A Mentira é a Base da Civilização Moderna…..

É na faculdade de mentir, que caracteriza a maior parte dos homens actuais, que se baseia a civilização moderna. Ela firma-se, como tão claramente demonstrou Nordau, na mentira religiosa, na mentira política, na mentira económica, na mentira matrimonial, etc… A mentira formou este ser, único em todo o Universo: o homem antipático.Actualmente, a mentira chama-se utilitarismo, ordem social, senso prático; disfarçou-se nestes nomes, julgando assim passar incógnita. A máscara deu-lhe prestígio, tornando-a misteriosa, e portanto, respeitada. De forma que a mentira, como ordem social, pode praticar impunemente, todos os assassinatos; como utilitarismo, todos os roubos; como senso prático, todas as tolices e loucuras.

Teixeira de Pascoaes

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Ele há coisas!...

Dando volta aos muitos papéis que para aqui andam abandonados e amarelecidos, descobri este "pedido" publicado há muitos. Ao que parece este poema foi dirigido ao Ministro da Agricultura do governo de Salazar, como forma de pedir adubos. Por mais estranho que pareça, o senhor que o escreveu não foi preso e Salazar até se fartou de rir (??!!!) quando o leu:


- E X P O S I Ç Ã O -

Porque julgamos digna de registo
a nossa exposição, senhor Ministro,
erguemos até vós, humildemente,
uma toada uníssona e plangente
em que evitámos o menor deslize
e em que damos razão da nossa crise.
Senhor: Em vão, esta província inteira,
desmoita, lavra, atalha a sementeira,
suando até à fralda da camisa.
Falta a matéria orgânica precisa
na terra, que é delgada e sempre fraca!
- A matéria, em questão, chama-se caca.


Precisamos de merda, senhor Soisa!...

E nunca precisámos de outra coisa.


Se os membros desse ilustre ministério
querem tomar o nosso caso a sério,
se é nobre o sentimento que os anima,
mandem cagar-nos toda a gente em cima
dos maninhos torrões de cada herdade.
E mijem-nos, também, por caridade!
O senhor Oliveira Salazar
quando tiver vontade de cagar
venha até nós solícito, calado,
busque um terreno que estiver lavrado,
deite as calças abaixo com sossego,
ajeite o cú bem apontado ao rego,
e… como Presidente do Conselho,
queira espremer-se até ficar vermelho!
A Nação confiou-lhe os seus destinos?
...Então, comprima, aperte os intestinos;
se lhe escapar um traque, não se importe,
… quem sabe se o cheirá-lo nos dá sorte?
Quantos porão as suas esperanças
n'um traque do Ministro das Finanças?
...E quem vier aflito, sem recursos,
Já não distingue os traques dos discursos.
Não precisa falar! Tenha a certeza
que a nossa maior fonte de riqueza,
desde as grandes herdades às courelas,
provém da merda que juntarmos n'elas.


Precisamos de merda, senhor Soisa!...

E nunca precisámos de outra coisa.


Adubos de potassa?... Cal?... Azote?...
Tragam-nos merda pura, do bispote!
E todos os penicos portugueses
durante, pelo menos uns seis meses,
sobre o montado, sobre a terra campa,
continuamente nos despejem trampa!
Terras alentejanas, terras nuas;
desespero de arados e charruas,
quem as compra ou arrenda ou quem as herda
sente a paixão nostálgica da merda…


Precisamos de merda, senhor Soisa!...

E nunca precisámos de outra coisa.


Ah!... Merda grossa e fina! Merda boa
das inúteis retretes de Lisboa!...
Como é triste saber que todos vós
Andais cagando sem pensar em nós!
Se querem fomentar a agricultura
mandem vir muita gente com soltura.
Nós daremos o trigo em larga escala,
pois até nos faz conta a merda rala.
Venham todas as merdas à vontade,
não faremos questão da qualidade.
Formas normais ou formas esquisitas!
E, desde o cagalhão às caganitas,
desde a pequena poia à grande bosta,
de tudo o que vier, a gente gosta.


Precisamos de merda, senhor Soisa!...

E nunca precisámos de outra coisa.


Pela Junta Corporativa dos Sindicatos Reunidos, do Norte, Centro e Sul do Alentejo
Évora, 13 de Fevereiro de 1934
O PresidenteD. Tancredo (O Lavrador)

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Tirar a Máscara

É um lugar comum, velho e gasto, dizermos que o Carnaval já não é o que era e que mascarados andamos o ano todo. É verdade. E como os lugares comuns banalizam a vida e conferem-lhe uma monotonia que não interessa, não irei falar do Carnaval. Nem de lugares comuns.
Atravessamos tempos difíceis, a todos os níveis. Dizem que a culpa é da crise. Mas se bem me lembro, em todas as recentes décadas atravessámos crises. Mas nenhuma como esta. É verdade. E esta é das grandes. Daquelas que a História, no seu tear dos acontecimentos, vai deixando cair uma laçada quase por século. Tivemos a de 29, no século passado, e eu ouvia contar da boca do meu pai casos e mais casos de falências, ruínas, desemprego e fome. Um horror a que não escaparam os ricos, e os pobres viram nele o marasmo das suas vidas e a profundidade da sua pobreza. Muitos saíram daqui para países onde, e apesar de tudo, ainda havia uma luz ao fundo do túnel. Os que cá ficaram, depois do abrandamento da crise, entraram em outro túnel, o da ditadura. Equilibraram-se finanças, remediaram-se dificuldades, mas o pavio da liberdade foi ficando cada vez mais curto. Era esse o preço a pagar pela superação da crise. Foi em Portugal e por outros países da Europa.
Dizem os entendidos nestas coisas que a seguir a grandes e graves crises económicas, somam e seguem os regimes totalitários, ditatoriais, de chefe e partido único, cujo argumento é a unidade em torno de um objecto colectivo e único: salvar a nação. Dizem os entendidos também que a caminhada é quase silenciosa, mansa, encapotada e os povos só se dão conta quando sentem apertar-se o nó em torno da palavra, da ideia, do pensamento.
Ora bem, se a História se repete e se os sinais de tal atitude são quase imperceptíveis, é bom que estejamos atentos, quer à História quer aos sinais. É bom que estejamos atentos à corrupção, à impunidade, à má gestão encapotada, à ausência de explicações, à propaganda de serviço feito sem o estar, às grandes tiradas de iniciativas de salvação da crise e aos seus escassos efeitos. É bom que não olhemos para o lado, fingindo que tudo vai ficar bem quando os Americanos resolverem os seus problemas. É bom que não pensemos “ isto agora tem de ser assim para poder encarreirar melhor”. É bom mantermos a memória viva e o discernimento em actividade. Mais vale prevenir do que remediar, e isto meus amigos, não é um lugar comum.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Ano Novo Vida Nova

2009 está aí! Vai ser um ano difícil, dizem os entendidos. Vai ser um ano muito difícil, dizemos nós, os reformados, os trabalhadores do ordenado mínimo, os trabalhadores das empresas que fecharam. A nossa economia está de rastos, dizem que é por culpa da crise que vai pelo mundo. Será. Empregos, quem os tiver que os segure.
Há descontentamentos por todo o lado. As guerras continuam.
Parece que os ricos estão menos ricos. Que pena!

No nosso país, este vai ser um ano de muitas eleições. Há duas muito importantes para nós: as legislativas e as autárquicas. Vai haver mudanças?

Aqui pela nossa terra, desde o ano passado que há muito cachão. Era bom haver ondas, este ano.
Agitar faz falta. Falar faz falta.

Esta notícia divulgada hoje no clix.pt, será, provavelmente, uma grande agitação:

"Gonçalo Amaral concorre pelo PSD a presidente de Câmara em Olhão
Gonçalo Amaral decidiu dedicar-se à política e concorrer nas próximas eleições autárquicas à Câmara Municipal de Olhão pelo PSD. Ex-inspector da PJ diz que chegou a hora de fazer valer os seus direitos cívicos. " Ver a notícia aqui .

Outras notícias mais se seguirão. Vamos estar atentos.