Este poste é dedicado aos 73,82% que foram ver as rotas das lendas e chegaram já o estaminé tinha fechado.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
segunda-feira, 18 de março de 2013
Oportunidades (velhas)
Afinal o nosso país é uma terra de oportunidades e nós, burros à quinta casa, não percebemos isso!
Quando o desemprego começou a ganhar expressão, o nosso Primeiro teve o cuidado de acalmar os espíritos mais inquietos e dizer: vejam lá que isto é uma boa oportunidade para mudar de ramo, de vida, de terra...
Agora volta a repetir
Função Pública
Passos: "Rescisões devem ser vistas como uma oportunidade"
Estou em crer que o Primeiro também quer que lhe deem a oportunidade de... deixar de sê-lo.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Só pérolas...
Depois dos "troikanos encantados", temos agora este "Ulrico" para quem o mundo só deve ter dois patamares: os sem-abrigo e os "ulricos". Estes têm a massa, se não têm desviam de um qualquer lado, põem e dispõem da economia dos paises, vivem sem limites ou cortes, têm reformas quase à saída da universidade. O resto do maralhal é sem-abrigo: não têm nada de seu, ou se já tiveram perderam, todo o seu contributo é para alimentar e manter a vida desses príncipes e são especialistas em aguentar, de preferência de bico calado.
Aguenta, Zé! Eles decretam que tu podes aguentar e tu... calas-te que nem um rato e entregas-lhes de mão beijada a razão que eles não têm!!!
Continua assim, Zé, que qualquer dia nem as pedras da calçada tens para te deitares...
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Encantos e Desencantos
O ministro das Finanças disse também que a troika está “encantada” com o processo de privatizações que está em curso em Portugal, que Gaspar considera ser “uma bandeira” do ajustamento português.
Pois nós andamos mais que desencantados com o desemprego, com a fome, com a falta de dinheiro para medicamentos, com os cortes dos ordenados, pensões e abonos, com a corrupção, com os buracos do BPN e afins... enfim!
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Boas Festas
Se considero o triste abatimento
Em que me faz jazer minha desgraça,
A desesperação me despedaça,
No mesmo instante, o frágil sofrimento.
Mas súbito me diz o pensamento,
Para aplacar-me a dor que me traspassa,
Que Este que trouxe ao mundo a Lei da Graça,
Teve num vil presepe o nascimento.
Vejo na palha o Redentor chorando,
Ao lado a Mãe, prostrados os pastores,
A milagrosa estrela os reis guiando.
Vejo-O morrer depois, ó pecadores,
Por nós, e fecho os olhos, adorando
Os castigos do Céu como favores.
Bocage
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Cada vez mais xarengadzes
Hoje li isto no blogue de uma amiga. E se já andava preocupado com este rumo que nos está a atirar para o abismo do desemprego, da fome, do corte das reformas, dos cortes na saúde, do corte dos medicamentos nas doenças crónicas e degenerativas, fiquei pior, muito pior!
Já não sei o que é a Ética
A minha avó costumava dizer que "A consciência é verde, veio um burro e comeu-a".
Certamente que a Ética tem a mesma cor.
Por definição, a Ética ocupa-se da conduta humana do ponto de vista do Bem e do Mal. Daí não ter percebido logo à primeira esta notícia:
No seguimento da leitura e para tentar perceber se o título condizia com o corpo da notícia, deparo-me com esta declaração:
Miguel Oliveira da Silva afirmou que "não só é legítimo como, mais do
que isso, desejável" porque "vivemos numa sociedade em que,
independentemente das restrições orçamentais, não é possível, em termos
de cuidados de saúde, todos terem acesso a tudo».
Vindo
de alguém que preside ao um Conselho Nacional de Ética para as Ciências
da Vida (CNECV), estas palavras são ofensivas à dignidade humana. Se um
tal Conselho aceita como natural que nem todos tenham acesso ao mesmo
tipo de
cuidados de saúde, porque mais dois meses ou menos dois meses de vida é
igual, apetece-me dizer que quando um dos seus membros ou familiares
tiver algum problema semelhante, não vale a
pena gastar dinheiro ao estado nem diminuir as suas heranças em clínicas
particulares, basta dirigir-se ao penhasco mais próximo!
Estas são letras de grande descontentamto. É demasiado orwelliano para ser a sério! Quantos milhares gastos em campanhas de Todos diferentes, todos iguais, Oportunidades iguais para todos, e agora , de repente, em nome de uma economia que borrou a pintura, debitam-se frases destas. É assustador!
Também a minha avó já dizia: "Muito tens, muito vales, nada tens, nada vales".
Ou isto leva uma grande volta ou qualquer dia não há cá ninguém para contar a história!
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