sábado, 11 de outubro de 2014

Apitó Combóio

Mas andam outra vez a brincar com isto?

Então em 4 anos não apresentaram qualquer solução e agora vêm fazer o papel de virgens ofendidas?
Claro que estou a falar da passagem desnivelada. 
Vamos lá ver se a gente se entende:
A estrutura que lá está foi da responsabilidade da câmara. O túnel não foi bem concebido, convenhamos. Problemas de escoamento de águas pluviais, escadas de acesso num só lado, acentuado ângulo de ligação do cruzamento do Palácio da Justiça à Praça de Agadir. Enfim, falta de visão. Os peões escolheram a via mais cómoda - passar por cima. Não houve acidentes porque não calhou.
Há 4 anos, e enquadrado no plano de modernização e segurança da Refer, foi apresentado à autarquia um conjunto de alternativas face ao inevitável encerramento da passagem sobre a linha junto à estação.
Nenhuma resposta foi dada pela edilidade, e a legislação em vigor previa,  porque na sua perspectiva não se punha qualquer questão de falta de segurança no atravessamento dos peões. 
Agora, em entrevistas mal amanhadas às televisões que apareceram a cobrir o ajuntamento de uns quantos olhanenses, fala-se de surpresas, injustiças, vontade do povo e outras coisas difíceis de entender. E o mais grave - dá-se o aval à destruição da obra feita, numa qualquer hora da madrugada. É de bradar aos céus! Então agora é melhor assim? Sem condições rigorosamente nenhumas para ninguém? Agora é que se apresentam umas corriqueiras propostas, sem análises, estudos ou documentos?
A culpa foi atirada para cima de alguém  e não foram assumidas as responsabilidades por quem de direito.
Continua a tapar-se o sol com a peneira e a deitar-se areia para os olhos do povo mal informado.

domingo, 24 de agosto de 2014

À Moda de Olhão

Como parece que aquele miúdo do Expresso anda com um bocado de azia por causa dos Algarvios, aqui vai uma ementa bem Olhanense (tirada da net):

Tás almariáde marafáde?
Mássisse na vábêm
Cómun pratínhe de xarêm
E sem fazeres penhôr
Come á sebremeza
Fruta do Nossenhor
E pa más alguns retóques
Enfia uma duiza dálmecóques
Ma na sejas tôle
Na xequeças uns Brenhóles
Ô atão um Bartôle
Nem chequecendese os charingues
E uma duiza de carcanhóles
E em seguida uns xarrinhes pipíses
Móh e umas bájas cônfráde
Nate farão mal a tí.
má se fecáres fête duma redilha
Provas uma Empanadilha
È a truta que na é pêxe
E julgue que fecarás cô Pandulhe tôde fete dun fêxe.
Em seguida un béle cangrejão
Ô uns béles caracós
Temprades de Limão
Fréges uns béles alcabrózes

Ô guizas laguêrão
Se na guestárez dabróita
Come cinque mérrés dalcagóitas
E uns dátales ô maraguetão
E fecarás que nem o Cura
Ó depôs da precissão

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Ai não ligam?

Este poste é dedicado aos 73,82% que foram ver as rotas das lendas e chegaram já o estaminé tinha fechado.


segunda-feira, 18 de março de 2013

Oportunidades (velhas)

Afinal o nosso país é uma terra de oportunidades e nós, burros à quinta casa, não percebemos isso!
Quando o desemprego começou a ganhar expressão, o nosso Primeiro teve o cuidado de acalmar os espíritos mais inquietos e dizer: vejam lá que isto é uma boa oportunidade para mudar de ramo, de vida, de terra...

Agora volta a repetir

Função Pública

Passos: "Rescisões devem ser vistas como uma oportunidade"


Estou em crer que o Primeiro também quer que lhe deem a oportunidade de... deixar de sê-lo.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Só pérolas...







Depois dos "troikanos encantados", temos agora este "Ulrico" para quem o mundo só deve ter dois patamares: os sem-abrigo e os "ulricos". Estes têm a massa, se não têm desviam de um qualquer lado, põem e dispõem da economia dos paises, vivem sem limites ou cortes, têm reformas quase à saída da universidade. O resto do maralhal é sem-abrigo: não têm nada de seu, ou se já tiveram perderam, todo o seu contributo é para alimentar e manter a vida desses príncipes e são especialistas em aguentar, de preferência de bico calado.
Aguenta, Zé! Eles decretam que tu podes aguentar e tu... calas-te que nem um rato e entregas-lhes de mão beijada a razão que eles não têm!!!
Continua assim, Zé, que qualquer dia nem as pedras da calçada tens para te deitares...

 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Boas Festas


Se considero o triste abatimento
Em que me faz jazer minha desgraça,
A desesperação me despedaça,
No mesmo instante, o frágil sofrimento.


Mas súbito me diz o pensamento,
Para aplacar-me a dor que me traspassa,
Que Este que trouxe ao mundo a Lei da Graça,
Teve num vil presepe o nascimento.


Vejo na palha o Redentor chorando,
Ao lado a Mãe, prostrados os pastores,
A milagrosa estrela os reis guiando.


Vejo-O morrer depois, ó pecadores,
Por nós, e fecho os olhos, adorando
Os castigos do Céu como favores.


Bocage