domingo, 16 de junho de 2019

Velhos espaços, Novos jardins

Estive para aqui a arrumar esta casa que já estava fechada há mais de quatro anos. Estou a dar-lhe outro ar, não a pôr cortinas novas que disso não percebo um boi, mas a pintar a fachada, mudar a caixa do correio e a tirar o verdete da açoteia. Claro que não vai ficar como as novas casas da Barreta, com aqueles lindos mirantes com caninhas à moda grega ou com piscinas  entaladas entre os pangaios e as escadas para os ditos mirantes. Não vai ficar very typical não senhor, vai ficar mesmo à olhanense.
Por falar em arrumações, o resto de Olhão que fica longe da parte junto à Ria também está a ser arrumado. Falo dos novos jardins que estão a nascer nos bairros que ocupam a Horta do Pádua. Sim senhor. Já mereciam, os moradores e o ambiente. Jardins com relva, árvores e fontes fazem falta em qualquer lado, porque a qualidade de vida não se pode medir só pela quantidade de casas e lojas. 

E por falar em faltas, também já caía bem um lugarzito ou outro onde os velhotes se pudessem sentar para jogar uma partida de qualquer dominó ou cartas. Outras cidades têm e a nossa também podia ter, já que também tem umas sombrinhas coloridas na Rua das Lojas, como tantas outras cidades têm. 

A nova Avenida 5 de outubro

Vai de vento em popa a requalificação da avenida ribeirinha. Mas deixo aqui uma nota: foi avaliada a questão da segurança com esses banquinhos todos pipis implantados no lancil que não se distingue da estrada? É que qualquer criança gosta de andar à volta de um qualquer banco que encontre na rua. Mas isto sou eu a dizer.

Ser Olhanense

Mais coisa menos coisa, com umas mesmo no ponto e outras nem por isso. Mas no geral, o perfil do olhanense é mesmo assim:

- É prometer porrada ao drogado à segunda vez que te pedir uma moeda.
- É insultar o poder autárquico sem argumentos mas carregadinho de razão. No entanto é votar no partido da manita nem que estejas a votar para escolher o delegado de turma.
- É não comer peixe à segunda-feira.
- É saber falar estrangeiro com as mãos para explicar ao camon como é que se vê que o peixe é fresco.
- É frequentar um café onde trabalhe uma ucraniana de mamas grandes.
- É dizer que qualquer gajo da terra que conduza um BMW ou um Mercedes está carregado de pastel e que dinheiro vem da droga.
- É ter uma prima boa que só vem cá no Verão.
- É ter quase apanhado diabetes de tanto gelado de groselha que se chupou na infância.
- É ter como ponto assente que a sexta à tarde já faz parte do fim‑de‑semana.
- É ir ver o artista à borla no dia do município mas falar mal daquilo tudo e dizer que com o dinheiro que se gastou fazia-se uma vivenda grande.
- É saber que corremos com os franceses, que lhes insultamos as mães e que no dia a seguir cortámos o cabelo aos moços de Faro.
- É pegar num barco, ir avisar o rei ao Brasil e regressar com uma brasileira pela mão.
- É nem passar cartão quando se ouve falar do folar daqui e do folar dali.
- É saber distinguir um búzio de uma canilha.
- É nem parar o carro se te aparecer um gajo estendido no meio da estrada. É sempre o Veríssimo a fazer fita.
- É saber adivinhar o tempo só de olhar pró joelho.
- É saber soltar um "fazia-te um pijaminha de cuspe" com a confiança de um atrasado.
- É meter três euros de gasóleo e deixar 3/4 carros os na fila à espera enquanto bebes café na bomba.
- É ter um cão chamado Pantufa, Fofinho ou Becas. 


Lido numa rede social

domingo, 13 de dezembro de 2015

Um Hino?

Então querem fazer um novo hino para a nossa cidade? 8 mil euros? Não deve ser um hino, deve ser uma ópera...
Ao principio fiquei baralhado, mas depois percebi. É um hino, sim senhor. Um hino à estagnação em que a nossa terra caiu pelo desaparecimento do comércio local, pela falta de diversificação de equipamentos de saúde e apoio social,  enfim,  pela falta de consideração pelos olhanenses colocando-os atrás dos turistas. 
Querem-nos dar música... e nós vamo-nos deixando embalar. 
Ah! Já agora, esse hino é para se ouvir de pé ou sentado?

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Modernizar a qualquer preço?

 



Encontrei este texto por aí e acho que diz bem das consequências impensadas do que se quer fazer para a nossa terra: 

A mim, não me surpreenderá e a ti surpreender-te-á ?
Temo seriamente, que à força de tanta modernização das zonas ribeirinhas de Olhão, de tanta ansiedade em deixar obra feita para uma glória futura, dando luz verde a tanta construção sem precaver os reais impactos negativos nos ecossistemas, não sejamos, num futuro próximo, surpreendidos com mutações genéticas nas espécies aquáticas! Não ficarei surpreendido, caso esta política de investimentos pouco católicos não for refreada pelo bom senso, que um destes dias, numa pescaria na Ria Formosa, apanhar, pescando ao fundo e com rabeira, um peixe-porco a grunhir ou um peixe-galo em forma de garrafa de azeite ou uma chaputa maquilhada e em lingerie de lua de mel ou um robalo com brincos nas barbatanas fumando uma charrada ou até um peixe espada com turbante de faquir muçulmano! Temo seriamente que a megalomania do autarca não acabe, para mal dos nossos descendentes, transformando a Ria numa enorme cloaca!

sábado, 8 de novembro de 2014

Sair o tiro pela culatra

"A comunidade estrangeira residente em Olhão vai unir-se para tentar travar algumas das medidas previstas na proposta de revisão do Plano Diretor Municipal daquele concelho, nomeadamente intervenções de regeneração urbana na baixa da cidade.
Amanhã, sábado, às 18 horas, haverá um plenário aberto ao público, na Sociedade Recreativa Olhanense (Velha), de onde os organizadores contam que saia uma petição pública, que será entregue na Câmara de Olhão, no âmbito do processo de Discussão pública da proposta de revisão do PDM, em curso até 10 de dezembro." Ver aqui

Milhões para destruir, para descaracterizar. Alguém haveria de se picar...

sábado, 11 de outubro de 2014

Apitó Combóio

Mas andam outra vez a brincar com isto?

Então em 4 anos não apresentaram qualquer solução e agora vêm fazer o papel de virgens ofendidas?
Claro que estou a falar da passagem desnivelada. 
Vamos lá ver se a gente se entende:
A estrutura que lá está foi da responsabilidade da câmara. O túnel não foi bem concebido, convenhamos. Problemas de escoamento de águas pluviais, escadas de acesso num só lado, acentuado ângulo de ligação do cruzamento do Palácio da Justiça à Praça de Agadir. Enfim, falta de visão. Os peões escolheram a via mais cómoda - passar por cima. Não houve acidentes porque não calhou.
Há 4 anos, e enquadrado no plano de modernização e segurança da Refer, foi apresentado à autarquia um conjunto de alternativas face ao inevitável encerramento da passagem sobre a linha junto à estação.
Nenhuma resposta foi dada pela edilidade, e a legislação em vigor previa,  porque na sua perspectiva não se punha qualquer questão de falta de segurança no atravessamento dos peões. 
Agora, em entrevistas mal amanhadas às televisões que apareceram a cobrir o ajuntamento de uns quantos olhanenses, fala-se de surpresas, injustiças, vontade do povo e outras coisas difíceis de entender. E o mais grave - dá-se o aval à destruição da obra feita, numa qualquer hora da madrugada. É de bradar aos céus! Então agora é melhor assim? Sem condições rigorosamente nenhumas para ninguém? Agora é que se apresentam umas corriqueiras propostas, sem análises, estudos ou documentos?
A culpa foi atirada para cima de alguém  e não foram assumidas as responsabilidades por quem de direito.
Continua a tapar-se o sol com a peneira e a deitar-se areia para os olhos do povo mal informado.